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Como saber se o seu animal tem problemas cardíacos

Como saber se o seu animal tem problemas cardíacos

Ao longo do tempo, os tutores têm aumentado a sua preocupação no bem estar do seu companheiro de quatro patas. No entanto ainda é frequente ouvirmos perguntas como:

 

Os animais também têm problemas de coração?

Os problemas cardíacos têm vindo a tornar-se cada vez mais comuns, sendo  sua evolução progressiva. Como é expectável, afeta maioritariamente animais mais velhos, no entanto podem ser encontrados em qualquer idade.

O que são problemas cardíacos?

Podemos dividir as doenças cardíacas em diversos grupos, porém as mais recorrentes são as doenças a nível do músculo cardíaco e ao nível das válvulas. No primeiro grupo podemos diferenciar, por exemplo, entre cardiomiopatia dilatada (frequente em cães de raça grande e gigante) e cardiomiopatia hipertrófica (comum em gatos como o Persa), a insuficiência das válvulas cardíacas afeta, maioritariamente, cães de pequeno porte. Todos estes problemas podem ter origem genética (hereditária) ou congénita.

Quais são os sinais?

Por vezes é difícil, por parte dos tutores, detetar problemas cardíacos porque muitas vezes não apresentam qualquer sintomatologia. A intolerância ao exercício (cansar-se mais rápido durante o passeio) e a apatia são os sinais mais comuns mas podem ser interpretados como “já está a ficar velhinho“. Por outro lado, é frequente termos animais na consulta porque “tem tossido muito, sendo a tosse noturna uma das caracteristicas de afeção cardíaca. Síncopes, perda de peso, dificuldades respiratórias ou, em casos mais graves (e associado aos gatos) paresia dos membros posteriores, são sinais alarmantes de um estadio mais avançado da doença.

Como se diagnosticam?

Uma boa avaliação cardíaca começa por uma minuciosa auscultação cardíaca e pulmonar por forma a detetar, por exemplo, sopros, ruídos respiratórios, etc. Quando o tutor fala em sinais como os falados anteriormente é essencial recorrermos a exames complementares. Devem ser feitas análises sanguíneas porque, geralmente, lidamos com animais séniore. Assim sendo, é importante rastrear qualquer alteração tanto a nível de hemograma como de bioquímica – de forma a não intensificar os danos provocados pela medicação durante o tratamento. Também se recorre às radiografias torácica e abdominal, de forma a estudar o tamanho do coração, avaliar se existe acumulação de líquido (edema) ou, ainda, despistar a existência de massas (tumores). O electrocardiograma é utilizado para avaliar o batimento cardíaco, bem como analisar a existência de arritmias. O ecocardiograma é essencial para visualizar a morfologia e funcionalidade cardíaca.

E depois de detetada a doença?

Quando alguma alteração cardíaca é detetada numa idade jovem ou a doença não apresenta quaisquer sinais clínicos, é importante ir vigiando e acompanhando o animal regularmente para avaliar a evolução da mesma. Em casos mais avançados, a estabilização é o essencial, sendo a promoção de qualidade de vida o principal objetivo do médico veterinário.

Desta forma, conseguimos perceber a importância de serem feitos check-ups rotineiros aos nossos patudos (principalmente em animais geriátricos). Mesmo em animais bebés, é importante que sejam vistos pelo médico veterinário pois caso seja detetada alguma alteração cardíaca é mais fácil que esta seja, se possível, corrigida atempadamente. Por isso, não hesite em contactar o seu médico veterinário se detetar algum dos sinais mencionados ou se suspeitar que o seu animal de estimação possa estar a chegar a uma idade de risco para desenvolver doença cardíaca.

 

Autora: Dra. Sofia Galiza, médica veterinária do grupo Ani Mar

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